sexta-feira, 19 de dezembro de 2014
terça-feira, 16 de dezembro de 2014
Professores em Laranjeiras do Sul fazem grande mobilização na nova sede do NRE
Mobilização contra o fechamento de turma no Núcleo Regional de Educação
de Laranjeiras do Sul já dura mais de uma semana e se intensifica nos últimos dois
dias. Mesmo assim a chefe do NRE, Eliza Gemelli da Silva não atendeu a categoria em nenhum momento, seus
representantes informaram que a mesma tinha compromissos na capital
Desde ontem, segunda-feira dia 15
de dezembro, aproximadamente 500 professores, diretores, estudantes, acadêmicos
do curso de Educação do Campo da Universidade Federal da Fronteira Sul – UFFS,
professores da UFFS, diretoria da APP-Sindicato – Núcleo Sindical de
Laranjeiras do Sul, representantes da APP de Cascavel, da APP Estadual,
companheiras do Coletivo de Mulheres da Via Campesina e representantes do Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST, estiveram em mobilização no Núcleo
Regional de Educação de Laranjeiras do Sul, o objetivo de toda essa mobilização
era pela reabertura das 65 turmas da rede estadual de ensino fechadas em toda a
região. Com mais essa medida tomada pelo governo do Estado, além do desemprego
de mais de 130 professores que ficarão sem aulas em 2015, isso certamente
acarretará a precarização do ensino, a superlotação das salas de aulas, o
abandono escolar e outros efeitos negativos para a educação pública.
Logo após reeleição do governador
Beto Richa no Paraná, o Palácio Iguaçu tem instituído uma série de medidas
neoliberais, na concepção de Estado Mínimo e dentro dessa “caixa de maldades”
estava a reintegração de posse no oeste do Estado, a suspensão da eleição dos
diretores de escolas da rede estadual, a violência contra professores na
Assembleia Legislativa do Paraná – ALEP, a campanha de desfiliação à
APP-Sindicato, o aumento de 40% no IPVA
e outros impostos, o aumento do pedágio, a cobrança previdenciária dos
aposentados e também o fechamento da centenas de turmas, entre outras medidas.
Diante desse quadro negativo de
fechamento de turmas, já fazem mais de uma semana que educadores, educandos e
comunidade escolar, de várias instituições e localidades têm feito mobilizações
em frente ao NRE de Laranjeiras e em outras cidades, buscando a reabertura imediata
dessas turmas, no entanto, mesmo com a insistência e a comprovação da
viabilidade e necessidades das mesmas, estes atos não foram suficientes para
rever a posição do governo.
A partir desses fatos, os professores se articularam
para um ato maior, de caráter regional e marcaram uma Audiência Pública no NRE nessa
segunda-feira, dia 15/12, para tratar da questão. Mais uma vez a chefe do NRE
Eliza Gemelli da Silva não se fez presente, e a audiência não foi possível de
se fazer. Como combinado, os educadores não se retiram do local até que fosse
dada a merecida atenção para a questão e decidiram ocupar o NRE e assim
permaneceram até esta terça-feira. Vale lembrar que ainda no final da tarde de segunda-feira
foi negociado, e um grupo de 20 educadores pernoitaram no interior do Núcleo e
outros acamparam no lado externo. Em vários
momentos, algumas reuniões com a equipe do NRE e até mesmo com o delegado foi
necessário fazer para garantir o entendimento e o caráter da mobilização.
Esse tensionamento em Laranjeiras, foi vitorioso, pois a partir deles,
seus reflexos se estenderam por todo o Estado, abrindo o diálogo com o primeiro
escalão do governo sobre o tema. Nessa quarta-feira, uma revisão das turmas
fechadas deverá ser divulgada pela Secretaria de Estado da Educação – SEED/PR,
enquanto isso, os educadores continuam mobilizados, articulados na certeza de
que a luta não se encerra aqui. Uma Comissão de educadores da região, estará
indo até o NRE neste quarta-feira, dia 17, as 13 horas, para verificar quais as
demandas que foram atendidas, e caso o atendimento para reabertura seja
considerado como insuficiente, um grande ato está marcado para acontecer na
quinta-feira em Laranjeiras do Sul, com a participação de vários movimentos
sociais e instituições de toda a região.
fonte: https://applaranjeiras.wordpress.com/2014/12/16/professores-em-laranjeiras-do-sul-fazem-grande-mobilizacao-na-nova-sede-no-nre/
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Beto Richa: Cadê nossas salas de aula?
Após mais de um ano do anuncio da
liberação dos recursos para a construção das 4 salas de aula do Colégio Iraci,
feito pelo próprio governador Beto Richa, que estava em visita ao município de
Rio Bonito do Iguaçu (em campanha eleitoral), nada foi feito. Por isso, essa
luta, que é de toda comunidade escolar, continua...
Nas fotos, estudantes manifestando
e estudando em sala de Lona.
Beto Richa: prometeu e não fez!
Confira o vídeo (34min. 40s.) onde, entres outras coisas, o
Governador Beto Richa anuncia a liberação de recurso para a construção das 4
salas de aula no Colégio Iraci Salete.
Passado mais de um ano... e nenhuma sala de aula foi feita!
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Seed fecha Ceebjas pelo Estado
Educadores(as) são
pegos(as) de surpresa com notícia de que poderão ser removidos(as) para outras
escolas no próximo ano
Final de ano
chegando e o que todo mundo espera é celebrar o ano que passou e planejar as
ações para o ano que vem chegando. Entretanto, um presente de grego, muito
parecido com o cavalo de madeira que os troianos receberam durante a Guerra de
Troia, promete atrapalhar os festejos de final de ano e os planos para 2015 de
muita gente da Educação de Jovem e Adultos (EJA), estudantes, professores(as) e
funcionários(as).
De forma
silenciosa e por fora das oficialidades, a Secretaria de Estado da Educação
(Seed) tem orquestrado o fechamento de Centros Estaduais de Educação Básica
para Jovens e Adultos (Ceebjas) pelo interior do Paraná. São os casos de
Palotina, Jacarezinho e temos notícia de encerramento de turmas em Irati. Nos
três municípioscom procedimentos duvidosos. Contatos com a escola feitos por
telefone, processos demorados e burocráticos e decisões tomadas em gabinete
desconsiderando a realidade das escolas, da comunidade e da especificidade da
EJA.
Em
Jacarezinho o processo começou em novembro de 2013,
quando o Núcleo Regional de Educação (NRE) de Jacarezinho solicitou a Seed a
prorrogação da locação do imóvel onde já se encontra instalado o Ceebja
Professora Geni Sampaio Lemos. O processo passou o ano vagando por vários
departamentos e somente retornou ao Núcleo no mês passado, com a notícia de que
a escola seria fechada e as turmas transferidas para a Escola Imaculada
Conceição. O motivo seria o valor do aluguel que passou de 4mil para 15mil.
Entretanto, a Seed
não procurou a imobiliária para negociar o valor, tendo em vista a importância
daquele imóvel para aquela comunidade escolar. Quem o fez o contato foi a
própria direção do Ceebja. Na negociação, a diretoria conseguiu ajustar o valor
do aluguel que baixou para R$ 6.800,00, mas a Seed, até o momento, não se
pronunciou. As matrículas continuam sendo recebidas pelos funcionários(as)
mesmo sem poder homologá-las junto ao sistema da Seed.
Já
em Palotina, no início do segundo semestre deste ano,
funcionários(as) do Ceebja foram impedidos de efetuar matrículas para o período
matutino e vespertino. No início de novembro, receberam a notícia de que a
instituição fecharia as portas de vez a partir de 31 de dezembro. O NRE de
Toledo informou que as aulas seriam apenas transferidas para outra escola,
porém, somente ofertadas no período noturno. O interessante é que, em outubro,
o imóvel foi relocado após um pedido do NRE (feito em março desde ano).
Indignados(as),
educadores(as), estudantes e comunidade escolar do Ceebja de Palotina se
organizaram na busca de reverter a determinação. Manifestações,
abaixo-assinado, conversa com vereadores, prefeito e deputados estaduais,
audiência com a Promotoria Municipal e divulgação na imprensa pressionaram a
Seed a voltar atrás na decisão. Na última quarta-feira (19), depois de uma
manifestação na cidade com a participação da direção do Núcleo Sindical da APP,
a Secretaria voltou atrás na decisão e informou que as matrículas estão abertas
normalmente, tanto para o período noturno quanto para o diurno.
Na tarde do dia 19
(quarta), a APP-Sindicato recebeu a informação de que o NRE de Irati telefonou
no Ceebja e solicitou à pedagoga que orientasse os(as) professores(as) a irem
ao Núcleo em busca de aulas, porque a Seed não abrirá mais turmas em 2015
naquela escola. Mais uma vez, os(as) educadores(as) são informados(as)
por telefone do fechamento de turmas. Até o momento, a entidade não
teve acesso a nenhum comunicado oficial da Seed sobre o caso, mas já está
tomando providências para saber o que está acontecendo e impedir o fechamento.
Por falta
de informação antecipada sobre o fechamento seja de turma ou de escolas
inteiras, os(as) educadores(as) não tiveram sequer como se inscrever para o concurso
de remoção. Fato que caracteriza desrespeito com os(as)
trabalhadores(as) e tem aumentado ainda mais o clima de revolta na comunidade
escolar.
Mobilização
- Nada disso é novo para a categoria. Em 2012, as
Ações Pedagógicas Descentralizadas da Educação de Jovens e Adultos (APEDs)
foram fechadas e os alunos(as) recolocados para escolas estaduais. Em 2013, a
demanda da EJA nas escolas de todo Estado foi diminuída após uma visita não
muito bem-vinda do então secretário de educação Flávio Arns e sua equipe. Por
fim, no final de 2013 e começo deste ano, a Seed publicou as instruções 08/2013
e 02/2014, que restringiram mais uma vez o processo de oferta da EJA.
Há anos a APP se
mobiliza e briga pela oferta, manutenção e melhora dessa modalidade pública e
gratuita de educação. Já no começo de 2014 aconteceu uma reunião estadual, na
APP no dia 30 de janeiro, com participação de mais de 500 pessoas para debate e encaminhamento de ações
contra a instrução 02/2014. No dia 26 de fevereiro, houve uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) sobre a EJA,
além de reuniões em vários Núcleos Sindicais da APP envolvendo mais de 100
municípios em todo estado debatendo o tema diretamente com a base. No dia 26 de
setembro, na sede da entidade, mais uma reunião da EJA envolveu cerca de 300 pessoas. No
começo de novembro (03), outra Audiência Pública, proposta pelo deputado Professor Lemos em parceria com
a direção estadual da APP-Sindicato e o Fórum Paranaense de EJA, aconteceu na
Alep.
Segundo a
secretária Educacional da APP, professora Walkíria Olegário Mazeto, o cenário
poderia estar bem pior se não fosse a organização da categoria. “Sempre
estivemos mobilizados e isso garantiu que o desmonte da EJA não fosse pior
durante todo o primeiro mandato, em especial 2014, quando o Deja/Seed buscou
intensificar o processo de esvaziamento das escolas para depois providenciar o
fechamento das mesmas”.
Chamada
Pública – Outro problema que incomoda a categoria é
silêncio da Seed na divulgação do período de matrícula nesta modalidade. Em
momento algum a Secretaria divulgou sequer as datas de períodos de matrícula
prevista na instrução publicada por ela mesma. Segundo a Lei nº 9.394, de
20 de dezembro de 1996, que Estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional, a chamada pública é competência dos estados e municípios.
No caso da EJA, a
chamada pública é composta por um conjunto de ações contínuas promovidas e
financiadas pelo Estado, com a finalidade de assegurar ampla publicização da
oferta. As ações são integradas entre os diversos setores da administração
pública estadual e municipal, de entidades da sociedade civil organizada e de
movimentos sociais e populares. Pressupõe o caráter diagnóstico, formativo e
informativo com implementação em curto, médio e longo prazos. Mas nada disso
aconteceu.
Diante dos últimos
fatos o Fórum Estadual da EJA fará uma reunião no dia 28 de novembro
(sexta-feira) no prédio histórico da UFPR em Curitiba, a partir das 9h.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Dia 26 tem paralisação – Mais educação, nenhuma violência
Luto pela democracia! Luto pela escola pública!
Nesta quarta-feira (26), haverá paralisação da educação pública no Paraná com grande Ato em Curitiba. Os motivos são as constantes violências sofridas pelos(as) trabalhadores(as) da Educação pública no Estado. Seja pela violência física e verbal que aconteceu no dia 4 de novembro na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), seja pelos constantes ataques que a categoria sofre todos os dias.
Faltam funcionários(as), as salas de aulas estão superlotadas, os processos nas escolas são demorados e burocráticos, o Sistema de Atendimento à Saúde não funciona, o governo não paga os direitos assegurados na carreira como as promoções e progressões, escolas estão sendo fechadas, falta de condições adequadas de trabalho e por aí vai. São inúmeras as motivações que levaram a categoria a optar por paralisação.
Para o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão esse ato será uma resposta ao triste episódio da Alep como também uma denúncia à situação deplorável que está a Educação. “Precisamos levar esse debate para a sociedade, debater com os estudantes e comunidade escolar. Reforçar a defesa da nossa carreira, dos nossos direitos enquanto educadores(as). Nós não podemos aceitar os ataques que a Educação paranaense vem sofrendo neste final de ano”.
Portanto, dia 26, todos e todas em Curitiba a partir das 9 horas em frente ao Palácio Iguaçu lutando pela democracia e pela escola pública!
Fonte: http://www.appsindicato.org.br/Include/Paginas/noticia.aspx?id=10797, acessado em 24 de novembro de 2014.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
20 de Novembro dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra
O Dia
Nacional de Zumbi e da Consciência Negra, celebrado em 20 de
novembro, foi instituído oficialmente pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de
2011. A data faz referência à morte de Zumbi, o então líder
do Quilombo dos Palmares – situado entre os estados de Alagoas
e Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Zumbi foi morto em 1695, na
referida data, por bandeirantes liderados por Domingos Jorge Velho.
A data
de sua morte, descoberta por historiadores no início da década de 1970, motivou
membros do Movimento
Negro Unificado contra a Discriminação Racial, em um congresso
realizado em 1978, no contexto da Ditadura Militar Brasileira, a elegerem a
figura de Zumbi como um símbolo da luta e resistência dos negros escravizados
no Brasil, bem como da luta por direitos que seus descendentes reivindicam.
Confira os trabalhos produzidos pelos educandos do colégio:
crédito das fotos: Rudison Luiz Ladislau
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